a outra


Eu era outra Isabela Calandrini.
A lembrança dói. Meu cérebro tenta descobrir onde fica exatamente a dor, mas logo desiste porque tudo dói.
Estou cansada de viver come se já fosse uma pessoa adulta e madura. Gostaria de voltar a ser criança - uma garotinha de seis anos que caiu de biscicleta. Gostaria de fazer cara de choro e correr para a cozinha, onde minha mãe me ergueria do chão, me daria um forte abraço e beijaria meu joelho esfolado. Eu parria de chorar e tomaria leite com chocolate para a dor passar.
Essa é uma das coisas que as pessoas não nos ensinam quando falam de crescer: como lhe dar com as dores que não passam com um beijo.

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