É bem difícil escrever um texto sobre mim, pior ainda é saber que outras pessoas irão ler. Não falei muito sobre mim, minhas curiosidades, minha vida. Na verdade, disse apenas o que penso em relação aos fatos. Primeiramente digo que não é nada simples escrever em palavras os sentimentos, muitos bem sabem disso. Pior ainda é assumir erros e expor um ítimo que só mesmo nós poderíamos compartilha-los conosco. Não me vejo como uma coitada, ou aquela que todos tem pena. Me vejo como um alguém que passa pelo meio de todos despercebida de tais coisas. Caminho por entre as pessoas de meu convívio ou não. Todas me tratam normalmente, como um ser humano normal. Mas ainda existem aquelas cujas quais sinto forte apreço que me ignoram e me fazem um mal interior tremendo. Talvez não exista sentimento pior do que a mágoa e o rancor. Isso sei que muito luto mas não consigo deixar. Já fui rejeitada antes mesmo de nascer. A minha infância não foi das mais conturbadas, pois preferiu minha Suprema (mãe) sofrer por mim o que a sociedade iria descriminar-me. Nada nunca veio fácil na minha vida, acredito que em poucas. Todos lutam muito para o presente e principalmente para o futuro. Mas como compreender o que ninguém compreende? Imaginem uma menina com apenas 6 anos (ou menos), que sentia a rejeição e a mágoa de um que deveria ser feliz pela sua existência e saúde. Eu cresci com uma mágoa forte no peito. Quando pequena muitas vezes fingia que caia no chão, e por vezes me machucava de verdade, somente para poder ter um motivo concreto para chorar e ficar quietinha. A facilidade de fazer amigos sempre esteve comigo, pela minha personalidade e pelo meu jeito de ser. Mas muitas vezes, quando me sentia triste, acabava me afastando dos coleguinhas de escola porque não queria que eles notassem tal coisa, coisa que no entanto eu mal compreendia. Conforme a vida foi se levando, fui conseguindo entender algumas coisas. Até hoje ainda não compreendo o motivo das minhas lágrimas quando criança. E des daquela época, aprendi a ficar entre as pessoas com um sorriso no rosto e com as lágrimas e mágoas por dentro. Hoje sei perfeitamente bem que faço isso pois não quero sustentar a idéia de que alguém possa vir a ter pena de mim. Contar meus problemas, ora, talvez não precise, todos passamos por demasiados problemas na vida. A realidade é complicada, e difícil quando damos total importância a ela. Mas se não dermos, viveremos apenas de ilusões? Não só de ilusões vive o homem – diz um vercículo da biblia. Mas o que mais me incomoda mesmo, é a dor que sinto no fundo do peito, uma mágoa tão grande, um vazio sem fim, um abismo que habita dentro de mim. Dói! Consideram uma depressão sem motivos. Pra que motivos se a vida já é tão ruim. Os problemas a cada dia vão se aumentando, mesmo tentando solucioná-los da forma mais correta possível. Já não sinto vontade de prosseguir. Tentei sim somper a fonte que me da vida. Quase concluí! Mas uma voz forte falou em meu ouvido. “Ainda não chegou o momento”. Compreendi, apenas parei por mim e fiquei estática, com uma faca na mão. Noutra vez, que não demorou muito da outra, deparei-me em cima da minha cama, segurando um comprimido com uma mão suada. Era 2 (duas) da manhã, e a rua pouco movimentada, olhei ao redor. Ninguém!. Era realmente tudo o que eu precisava, para que assim ninguém me impedice. Foi ali que ouvi a voz novamente, e como se não bastasse bem à minha frente uma imagem, imagem esta indefinida que apenas me fazia gestos para vomitar o que tinha consumido. Assim o fiz, e muito chorei. Me senti fracassada por não ter concluído meu objetivo pela terceira vez. O fato é que não suporto as pessoas me falarem que sou nova e ainda tenho muito que viver. A idade não significa nada. Porque julgam que eu que ainda estou com meus 15 anos tenho muito o que viver de um senhor de 30 anos. Quem determina a rota da vida é Deus. Isso é um fato. Existem seres que se destinam ao mundo por horas, alguns dias ou apenas alguns minutos. Cada um tem um destino. Eu ainda não sei o meu. Porém, sempre penso que se for para sofrer demasiadamente, prefiro entao deixar para uma outra vida se assim for. Nesta eu já não quero mais. Sinto-me sozinha (assim realmente estou). Me afastei das pessoas porque é complicado compartilhar mágoas e lágrimas. Isto é realmente único, que somente e unicamente dentro de nós se passa. O transtorno Bipolar , isso também me traz certas dificuldades de convivência com as pessoas. E para não magoar ou brigar com alguém, prefiro eu simplesmente não as envolver a fundo. Existem épocas em que me controlo bastante, e consigo manter uma vida normal. Isso vem de dentro de mim. Já passei muito tempo sem chorar, e muito tempo sem sorrir também. Mas o que não consigo é parar de falar e me expressar. Talvez não seja tão simples compreender. Ou talvez pareça ser. Mas a cada médico que assim tentou, nenhum soube o que me dizer.
O seu destino, é me amar e ficar comigo para sempre!
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